27/01/2012 08:00
Selma de Oliveira está entre os alojados que ainda não sabe como vai recuperar os pertences que foram enviados para um depósito reservado pela massa falida da empresa Selecta, que pediu a desocupação do terreno no Pinheirinho.
- Levaram tudo para o depósito, a gente não tem condições [de buscar], não tem casa, nem nada.
Sema é vigia de carros e contou que, no dia da reintegração, voltou correndo para a ocupação a fim de cuidar do filho que sofre de esquizofrenia.
- Fiquei com medo de dar um surto nele.
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Em um salão separado, no ginásio, ficam as mães com crianças muito pequenas. Lá, Larissa Rodrigues cuida de Miqueias, que tem apenas um mês de nascido. Atingido por gás lacrimogêneo na ação policial, o bebê teve que ser levado a um pronto-socorro e agora necessita de atenção especial.
- Ele está com olho infeccionado por causa da bomba. Estou aqui com os remédios. Fica saindo secreção [do olho] o tempo todo.
Durante a visita da reportagem, a única pessoa que reclamou do atendimento dado pela prefeitura foi Cássia Pereira. Mãe de Pedro, de quatro anos, e Gabriela, de dois anos, ela acha que alimentação fornecida para as crianças não é suficiente. Para ela, três refeições por dia não atendem às necessidades das crianças. Cássia Maria também declarou que os filhos estão estranhando a vida no alojamento.
- Meu filho está chorando há dois dias pedindo para ir para casa.
O governo do estado de São Paulo e a prefeitura de São José dos Campos (SP) assinaram na quinta-feira (26) um convênio para o pagamento de uma bolsa aluguel de R$ 500 por mês para as famílias que ocupavam o Pinheirinho. Até o momento, a prefeitura cadastrou 1.100 famílias.
Assista ao vídeo:
Fonte: R7

27/01/2012 08:00