06/10/2010 09:00
A Polícia Militar do Rio de Janeiro expulsou dos seus quadros nesta terça-feira (5) o sargento Marcelo José Leal Martins e o cabo Marcelo de Souza Bigon acusados de cobrarem propina para liberar Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado o filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, em dia 20 de julho, no túnel Acústico, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.
Segundo a assessoria de imprensa da corporação, a decisão será publicada nesta quarta-feira (6) no boletim interno da PM.
Mascarenhas morreu horas depois do acidente no hospital Miguel Couto, na zona sul. Ele andava de skate no túnel, que estava fechado, quando foi atingido pelo carro de Bussamra. Há informações de que o atropelador e amigos participavam de um racha.
Segundo as investigações, os dois PMs exigiram R$ 10 mil do pai de Bussamra, Roberto Bussamra, para liberar o filho depois do acidente. Após saber que a vítima do atropelamento era filho de Cissa, Roberto só entregou R$ 1.000 aos policiais.
Os PMs foram denunciados à Justiça Militar pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de função. Além de cobrarem propina, eles foram acusados também de falsificar o boletim de ocorrência e de deixar o posto de patrulhamento para escoltar o carro do atropelador.
Caso sejam condenados pelos três crimes, os policiais podem pegar de 3 a 8 anos de prisão.
Atropelador vai a júri popular
Rafael Bussamra está respondendo pelos crimes de homicídio doloso
(quando há intenção de matar), corrupção ativa, fuga do local do
acidente sem prestar socorro, participação em corrida não autorizada e
fraude processual. Ele será julgado pelo Tribunal do Júri, espécie de
júri popular.
Roberto Bussamra, o irmão de Rafael, Guilherme, e um amigo, Gabriel
Ribeiro, que estaria participando de um pega (corrida) que resultou na
morte de Mascarenhas, também serão julgados. Roberto responderá por
corrupção ativa e por tentativa de indução ao erro de agente policial,
Gabriel por participação em corrida não autorizada e Guilherme, por
tentativa de indução ao erro de agente policial.
A reportagem do R7 telefonou para os advogados dos policiais, no entanto, ninguém atendeu as ligações.
Fonte: R7

04/11/2010 09:00
Cerca de 80 policiais agem no local e em comunidades vizinhas

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